MALDITO : (
Eu sou um maldito?
Nas ruas cinzentas, passos leves,
Espargem amor por onde vão,
Mas o mundo, feroz, sem compaixão,
Responde com espinhos aos seus breves.
Espargem amor por onde vão,
Mas o mundo, feroz, sem compaixão,
Responde com espinhos aos seus breves.
Ah, vida efêmera, a aproveitar!
Entre rosas e vendavais, sorrir,
Pois o tempo, implacável, há de vir,
Levando os sonhos ao seu findar.
E todos me amam, sinto o calor,
Dos olhares, dos sorrisos ao redor,
Sou luz na escuridão, sou a flor,
Que, mesmo ferida, espalha amor.
Vivamos, pois, em doce harmonia,
Mesmo que o mundo, vil, retribua,
Cada ato de bondade que insinua,
Com vingança fria, noite e dia.
E no findar desta jornada incerta,
Que reste o eco do que foi amar,
Pois quem viveu pra sempre há de estar,
Nos corações...
Wlielton Martins
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